Maduro retorna a tribunal de Nova York para nova audiência

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    Homem se manifesta com bandeira da Venezuela em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026.
    REUTERS/Angelina Katsanis
    O ditador deposto da Venezuela Nicolás Maduro compareceu a um tribunal em Nova York, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (22) para sua terceira audiência desde que foi capturado pelo Exército norte-americano, em janeiro deste ano.
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    Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, deixaram o Centro de Detenção Metropolitano (MDC, em inglês), no Brooklyn, no início da manhã desta quarta. O casal chegou ao tribunal distrital de Nova York por volta das 13h, segundo a agência de notícias Reuters. A audiência estava marcada para começar às 13h (horário de Brasília).
    A audiência desta quarta-feira deve se concentrar em questões processuais, e é possível que haja algum avanço sobre o julgamento em si.
    As partes pretendem solicitar formalmente que a data de início do julgamento seja marcada para junho de 2027, segundo uma carta enviada na terça pelo promotor Jay Clayton ao juiz federal encarregado do caso, Alvin Hellerstein.
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    Manifestantes pró e contra Maduro compareceram em frente ao tribunal nesta quarta. Uns apareceram com cartazes exigindo a libertação do ditador deposto, enquanto outros carregavam desenhos de Maduro e Cilia presos e com escritas “ditadores”.
    Julgamento por tráfico de drogas
    Maduro e Cilia estão detidos nos EUA desde a operação militar e aguardam serem julgados por tráfico de drogas e outras acusações. As forças militares norte-americanas capturaram o casal em Caracas em 3 de janeiro, em uma rápida operação que combinou forças navais, aéreas e terrestres para depor Maduro, que governava a Venezuela desde 2013.
    Sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, atua como presidente interina desde então e estreitou laços com o governo Trump, que controla efetivamente as exportações do petróleo venezuelano, cuja receita é depositada em contas especiais supervisionadas por Washington.
    Após uma disputa com Caracas, Washington permitiu, em abril, que a Venezuela pagasse pela defesa jurídica de Maduro e Flores, algo que antes estava proibido pelas sanções americanas. O casal tentou arquivar seus processos ao argumentar que o bloqueio do financiamento violava seu direito, consagrado na Constituição dos EUA, de ter um advogado de sua escolha.
    Maduro se autodenomina um “prisioneiro de guerra” e se declarou inocente das quatro acusações que enfrenta: conspiração para cometer “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos.
    Manifestantes pró-Maduro marcam presença em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026.
    REUTERS/Heather Khalifa
    Manifestante contra Maduro exibe cartaz em frente a tribunal distrital do sul de Nova York, em 22 de julho de 2026.
    REUTERS/Heather Khalifa
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    Fonte: G1