Comitê Olímpico dos EUA se alinha a Trump e proíbe mulheres trans em competições femininas

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    Trump durante evento na Casa Branca, em 18 de julho de 2025
    AP Photo/Alex Brandon
    O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC, na sigla em inglês) passou a exigir que as federações esportivas do país proíbam a participação de mulheres trans em categorias femininas. A medida foi publicada na segunda-feira (21).
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    A nova norma segue uma ordem executiva do presidente Donald Trump e foi colocada de forma discreta no site da entidade. O comitê também enviou uma carta às confederações nacionais.
    A nova política faz referência à ordem “Mantendo Homens Fora dos Esportes Femininos”, assinada por Trump em fevereiro. O texto determina, entre outras coisas, o corte de recursos federais para organizações que permitirem a participação de atletas trans em disputas femininas.
    Na carta, assinada pela CEO do USOPC, Sarah Hirshland, e pelo presidente Gene Sykes, a entidade afirma que “tem a obrigação de cumprir as expectativas federais” por ser uma organização com carta federal. E
    Eles também disseram que vêm mantendo “conversas respeitosas e construtivas” com o governo desde a assinatura do decreto.
    “A nova política reforça a importância de garantir um ambiente de competição justo e seguro para as mulheres. Todas as federações nacionais precisam atualizar suas regras”, escreveram.
    A medida foi criticada por entidades de defesa dos direitos das mulheres. Em nota, a presidente do Centro Nacional de Direito das Mulheres, Fatima Goss Graves, afirmou que o USOPC está “sacrificando as necessidades e a segurança de suas próprias atletas para atender a pressões políticas”.
    O comitê supervisiona cerca de 50 federações nacionais, que atuam desde a base até os níveis de elite. Com isso, clubes locais também podem ser obrigados a mudar seus regulamentos para permanecerem filiados às entidades.
    Algumas dessas federações — como a de atletismo — já seguem diretrizes próprias ou de organismos internacionais. A World Athletics, por exemplo, avalia mudanças que se alinham à ordem de Trump.
    A federação de natação dos EUA informou que foi comunicada da nova diretriz e que está em contato com o comitê para entender quais ajustes precisará fazer.
    Já a de esgrima mudou sua política a partir de 1º de agosto: a categoria feminina passou a ser exclusiva para atletas do sexo feminino, enquanto a masculina foi aberta a todos os demais atletas — incluindo pessoas trans, não binárias, intersexo e homens cis.
    A discussão sobre a presença de atletas trans em categorias femininas ocorre em todo o país, com diversos estados aprovando leis que proíbem mulheres trans de competir nesses torneios. Algumas dessas normas, no entanto, têm sido suspensas na Justiça após denúncias de discriminação.
    A NCAA, responsável pelas competições universitárias, também mudou sua política neste ano, restringindo o acesso às categorias femininas apenas a pessoas designadas como mulheres ao nascer. A mudança veio um dia após Trump assinar o decreto.
    A elegibilidade de atletas é um dos temas centrais para a nova presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, que afirmou que quer “proteger a categoria feminina”.
    O COI permite que cada federação defina suas próprias regras para as Olimpíadas, e algumas já impuseram restrições.
    Atualmente, esportes como natação, atletismo e ciclismo vetam a participação de atletas que tenham passado pela puberdade masculina. O futebol também estuda medidas para limitar a atuação de atletas com níveis elevados de testosterona.
    Trump tem pressionado o COI para adotar regras mais duras sobre o tema. Os próximos Jogos Olímpicos de verão serão em Los Angeles, em 2028.
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    Fonte: G1